Estava muito curiosa para ler este livro, lembro-me de quando saiu e do destaque que teve na Fnac. Como amante de thrillers quis logo agarrar esta narrativa. Mas o tempo foi passando, outros livros se colocaram à frente, e fui-me esquecendo. Este Natal ao ir a casa da minha avó reparei que ela o tinha e roubei-lho. Como primeira leitura de 2025, posso afirmar que adorei!
Descobri, já depois de o ter lido, que faz parte de uma série e que este foi o último livro publicado, o 11º! Como comecei por este sei que podem ler de forma independente, mas talvez tenha sido por isso que senti algumas coisas que vos vou explicar a seguir. Se vos posso dar um conselho, comecem por “A Princesa de Gelo” e sigam a ordem.
Passado na Suécia, saltamos de Estocolmo a Fjällbacka, entrando na vida de um variado grupo de personagens. Duas linhas temporais, o presente e os anos 80, onde somos convidados a embarcar numa viagem para descobrir quem são os culpados de dois crimes, que aparentemente não estão relacionados.
Tive alguma dificuldade em entrar na história, são-nos apresentadas muitas personagens, (agora sei que li o último livro da série publicado e certamente essa foi a razão do meu desconforto com as personagens), senti que não tive tempo de me adaptar a elas. Sem capítulos, Camilla apresenta-nos uma narrativa que se desenvolve a partir de cenas, como se de uma série se tratasse, algo a que não estou acostumada, mas que rapidamente me adaptei! Devo confessar que no fim já estava viciada nesta forma de escrever.
Para um thriller senti que foi muito bem desenvolvido, não deixou nenhum pormenor cair, tudo fez sentido no seu devido tempo. E foi bom terminar e ser surpreendida, nada do que tinha pensado aconteceu, o que me fez sentir parte do livro, como um personagem que descobre a verdade junto com todos os outros.
“- As minhas feridas estão todas cá dentro – disse Lola, e foi como se o sol já não a aquecesse. – Queimaduras causadas pelo gelo. Nunca me bateram com as mãos, apenas com palavras. Cresci num ambiente tão gélido que nem imaginas.”
Antes de acabar, destacar o elenco de personagens. Gosto de personagens que me fazem acreditar que são reais, que andam por aí a fazer das suas e esta história entregou-me isso. Temos artistas da alta sociedade, junto a personagens trans dos anos 80, todos muito bem desenvolvidos. Não são bons ou maus, simplesmente por serem, são pessoas com os seus egos, medos, vaidades, paixões e motivos. Inseridos numa sociedade que viram mudar com o tempo, mas que os tornou quem são hoje.
Se já leram este livro ou outros da autora por favor compartilhem as vossas opiniões comigo!
Até ao próximo momento de,


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